
Bruno Chateaubriand e André Ramos, um dos casais gays mais “colunáveis” do Rio. O primeiro de origem pobre apesar do sobrenome famoso e o segundo endinheirado. Mas Bruno faz que faz e está na roda.
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Aqui em Curitiba está muito frio. Está terrível, já há uns 3 dias eu não vejo o Sol, dias de chuva e pesadas nuvens. Umidade. Frio. Toda minha inspiração para sair foi consumida, ou melhor, congelada. Definitivamente eu não servi para morar nesta terra gelada, vou embora para o Rio, lá vou ser amigo do Bruno e do André, hehehe, será que eles querem ser meus amigos? Vão me convidar pra casa deles? Agora lembrei de umas fotos publicadas pelo Ego de um almoço ou jantar no apê deles e nas fotos aparece Bruninho mostrando a prataria da casa, um luxo!!! A atitude é brega, jacu, cafona, mas ostentar faz parte da vida dos colunáveis, que seria da Caras se não tivesse quem mostrasse a casa na revista?
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Ontem à noite sob pesados cobertores e uma enorme bacia de pipoca assisti EDITH PIAF, a vida da contora francesa de vida fudida. Edith nasceu pobre, miserável, viveu os primeiros anos com a mãe, artista da noite, bêbada e descontrolada, ainda muito pequena foi tirada da mãe pelo pai que a levou para morar com a avó, uma cafetina. Edith viveu na zona, criada pelo amor das putas, ficou cega e foi curada por um milagre de Santa Teresa de quem foi devota a vida inteira. Ainda na infância o pai volta para buscá-la e a leva para viver com ele no circo. Na pré-adolescência quando Edith gostava do circo o pai abandona a lona para irem viver de pequenas apresentações que ele faz nas ruas enqto Edith passa o chapéu. É numa dessas apresentações do pai que Edith começa a cantar e daí em diante a sustentar-se e ao pai com sua música. Largada nas ruas vive cantando e bebendo e se drogando e frequentando bares e à noite. Até ser descoberta e levada para o rádio e para as casas de espetáculos de Paris e daí Edith se torna famosa e ganha dinheiro. Edith é uma espécie de Michael Jackson, excêntrica, vive extremos de amor e ódio, vive na dor. Na dor física, sobretudo, em uma época de sua vida toma em média 10 injeções para combater a dor. Bebe muito. Sofre. Canta. Fica doente e não poder mais cantar. Morreu mais jovem que Michael Jackson, Edith Piaf desencarnou aos 47 anos, mas com a aparência de uma velha de mais de 60 anos.

Rien de Rien _é a música que mais gosto de Edith Paif, na voz de Cássia Eller tb ficou maravihosa. Aprendi a gostar de Rien de Rien com a Lélia, minha professora de francês do curso de Letras da UEL, Universidade Estadual de Londrina. A letra:
Rien de rienÂ…
Il ne se passe jamais rien pour moi
Je me demande pourquoi!
Rien! Rien! Rien!
Il ne se passe jamais rien!…
Rien de rienÂ…
Il ne se passe jamais rien pour moi
Je me demande pourquoi!
Rien! Rien! Rien!
Il ne se passe jamais rien!…
Du matin à lÂ’heure où je me couche
Tout ici est calme et banal
J’aimerais que ‘y se passe quelque chose de louche
De la prime ou du pas normal
Rien de rienÂ…
Il ne se passe jamais rien pour moi
Je me demande pourquoi!
Rien! Rien! Rien!
Il ne se passe jamais rien!…
Voici un couple qui murmure
Et dans une chambre veut se glisserÂ…
Je devine une tendre aventureÂ…
Mais ils vont chacun de leur côte!
Rien de rienÂ…
Il ne se passe jamais rien pour moi
Je me demande pourquoi!
Rien! Rien! Rien!
Il ne se passe jamais rien!…
Rien de rienÂ…
Il ne se passe jamais rien pour moi
Je me demande pourquoi!
Rien!…
Il ne se passe jamais rien!…
Rien de rienÂ…
Il ne se passe jamais rien pour moi
Je me demande pourquoi!
Rien! Rien! Rien!
Il ne se passe jamais rien!…
Deux hommes parlent à voix basse
Discutant pleins dÂ’animation
Pour écouter, je change de place
Mais hélas je nÂ’entends que “oui, non”
Rien de rienÂ…
Il ne se passe jamais rien pour moi
Je me demande pourquoi!
Rien! Rien! Rien!
Il ne se passe jamais rien!…
Ce quÂ’y se passe pas jÂ’aimerais que ça se passe
Que ça se passe ne serait-ce que pour moi.
Comme ça je verrais ce quÂ’y se passe
Et je pourrais dire que ça se passe pas!
Rien de rienÂ…
Il ne se passe jamais rien pour moi
Et je me demande pourquoi!
RienÂ…
Il ne se passe jamais rien!
BW|EC